CÂMARA INSTITUI DIA DE PENTECOSTES NO CALENDÁRIO DE EVENTOS DE JUNDIAÍ.

Na última terça-feira dia , 09 de abril, durante sessão da câmara municipal de Jundiaí, os vereadores  aprovaram a inclusão do dia de Pentecostes no caléndário  municipal de eventos do município , já a partir deste ano , quando a solenidade será celebrada no dia 09 de junho.

Participantes dos Grupos de Oração da Diocese , incluindo todo o Conselho da Renovação Carismática e  seu assessor eclesiástico , padre  Milton Rogério Vicente  , marcaram presença  na câmara  para acompanhar a votação  do projeto de iniciativa do vereador Douglas Medeiros ( PP).

PADRE MILTON (ASSESSOR ECLESIÁSTICO DA RCC DIOCESE DE JUNDIAÍ ).

Padre Milton Vicente subiu na tribuna para falar da  importância da inclusão da data no calendário municipal de eventos . Ele  lembrou  que  foi durante  a  solenidade  de pentecostes , uma festa que o  povo judeu  já celebrava , que  Jesus enviou o Espírito Santo sobre os Apóstolos que  juntos com a Virgem Maria ,  estavam reunidos  no cenáculo em Jerusalem . “Após a morte e ressurreição   de Jesus , eles estavam com medo , sem saber o que ia acontecer e o Espírito Santo foi derramado sobre eles …É o dia  em que consideramos  de a manifestação da igreja em todo o  mundo , disse o sacerdote.

 Leandro Santos , coordenador diocesano da Renovação carismática católica também  enfatizou a importância da aprovação do projeto , destacando que o dia de Pentecostes é uma das datas mais importantes para os cristãos que celebram  com alegria a vinda do Espírito Santo sobre  toda a igreja . Leandro também  frisou  a importância da iniciativa neste ano em que a Renovação carismática católica do Brasil celebra seu jubileu de ouro.

CARISMÁTICOS LOTAM PLENÁRIO DA CÂMARA .

O grande número de carismáticos presentes no plenário da câmara municipal de Jundiaí  após comemorar a decisão dos vereadores , se dirigiu para o hall de entrada do prédio anexo do legislativo municipal e  ali realizou  um momento de agradecimento  á Deus pela aprovação do projeto e rezou  pela vida do  coordenador diocesano Leandro Santos e do vereador Douglas .

SERVOS ORAM PELO NOSSO COORDENADOR DIOCESANO , LEANDRO SANTOS

O QUE É PENTECOSTES ?

O Pententecostes é o dia quando o Espírito Santo foi derramado sobre os discípulos pela primeira vez. Antes disso, o Pentecostes era uma festa judaica instituída por Deus, para celebrar a colheita.

O Pentecostes no Antigo Testamento .

Pentecostes é uma palavra grega que significa “quinquagésimo”, porque acontecia 50 dias depois da Páscoa.

 A festa de Pentecostes servia para agradecer a Deus pela comida que Ele providenciava. Acontecia no fim da primeira colheita do ano e os judeus se juntavam para oferecer uma porção da colheita a Deus. O Pentecostes era uma grande celebração, que todos os judeus deviam atender em Jerusalém.

O Pentecostes também se tornou uma celebração da Lei de Deus. Algumas semanas depois da primeira Páscoa, quando os israelitas saíram do Egito, eles chegaram ao monte Sinai, onde Deus deu a Moisés os Dez Mandamentos e a Torá.

No Novo Testamento

No tempo de Jesus muitos judeus moravam em outros países mas eles visitavam Jerusalém para celebrar o Pentecostes (Atos dos Apóstolos 2:5). Depois que Jesus morreu e ressuscitou na Páscoa, seus discípulos ficaram em Jerusalém, esperando a chegada do Espírito Santo.

No domingo de Pentecostes, pela manhã, o Espírito Santo desceu como um vento forte e línguas de fogo e os discípulos começaram a falar em outras línguas que não conheciam (Atos dos Apóstolos 2:1-4). Os judeus de outros países ficaram surpreendidos porque cada um ouvia a língua de seu país! Então Pedro pregou o evangelho para a multidão e nesse dia três mil pessoas se converteram.

O sentido do Pentecostes (formacao.cancaonova.com)

Para entendermos o verdadeiro sentido da Solenidade de Pentecostes, precisamos partir do texto bíblico que nos apresenta na narração: “Quando chegou o dia de Pentecostes, os discípulos estavam todos reunidos no mesmo lugar. De repente, veio do céu um ruído como de um vento forte, que encheu toda a casa em que se encontravam. Então apareceram línguas como de fogo que se repartiram e pousaram sobre cada um deles. Todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito lhes concedia expressar-se. Residiam em Jerusalém judeus devotos, de todas as nações que há debaixo do céu. Quando ouviram o ruído, reuniu-se a multidão, e todos ficaram confusos, pois cada um ouvia os discípulos falar em sua própria língua” (At, 2, 1-6). Essa passagem bíblica apresenta o novo curso da obra de Deus, fundamentada na Ressurreição de Cristo, obra que envolve o homem, a história e o cosmos.

O Catecismo da Igreja Católica diz que: “No dia de Pentecostes (no termo das sete semanas pascais), a Páscoa de Cristo completou-se com a efusão do Espírito Santo, que se manifestou, se deu e se comunicou como Pessoa divina: da Sua plenitude, Cristo Senhor derrama em profusão o Espírito” (CIC, n. 731).

Nessa celebração somos convidados e enviados para professar ao mundo a presença d’Ele [Espírito Santo]. E invocarmos a efusão do Espírito para que renove a face da terra e aja com a mesma intensidade do acontecimento inicial dos Atos dos Apóstolos sobre a Igreja, sobre todos os povos e nações.

Por essa razão, precisamos entender o significado da Terceira Pessoa da Santíssima Trindade: “O termo Espírito traduz o termo hebraico Ruah que, na sua primeira acepção, significa sopro, ar, vento. Jesus utiliza precisamente a imagem sensível do vento para sugerir a Nicodemos a novidade transcendente d’Aquele que é pessoalmente o Sopro de Deus, o Espírito Divino. Por outro lado, Espírito e Santo são atributos divinos comuns às Três Pessoas Divinas. Mas, juntando os dois termos, a Escritura, a Liturgia e a linguagem teológica designam a Pessoa inefável do Espírito Santo, sem equívoco possível com os outros empregos dos termos espírito e santo” (CIC, n. 691).

A Solenidade de Pentecostes é um fato marcante para toda a Igreja, para os povos, pois nela tem início a ação evangelizadora para que todas as nações e línguas tenham acesso ao Evangelho e à salvação mediante o poder do Espírito Santo de Deus.

O Papa Bento XVI fala sobre esse processo de reunificação dos povos a partir de Pentecostes: “Tem início um processo de reunificação entre as partes da família humana, divididas e dispersas; as pessoas, muitas vezes, reduzidas a indivíduos em competição ou em conflito entre si, alcançadas pelo Espírito de Cristo, abrem-se à experiência da comunhão, que pode empenhá-las a ponto de fazer delas um novo organismo, um novo sujeito: a Igreja. Este é o efeito da obra de Deus: a unidade; por isso, a unidade é o sinal de reconhecimento, o ‘cartão de visita’ da Igreja no curso da sua história universal. Desde o início, do dia do Pentecostes, ela fala todas as línguas. A Igreja universal precede as Igrejas particulares, as quais devem se conformar sempre com ela, segundo um critério de unidade e universalidade. A Igreja nunca permanece prisioneira de confins políticos, raciais ou culturais; não se pode confundir com os Estados, nem sequer com as Federações de Estados, porque a sua unidade é de outro tipo e aspira a atravessar todas as fronteiras humanas” (Bento XVI, Homilia na Solenidade de Pentecostes, 23 de maio 2010).

Temos necessidade do Espírito Santo Paráclito no nosso tempo: Veni, Sancte Spiritus!

Com informações de formacao.cancaonova.com

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *