Dom Aviz fala sobre o Sínodo, família e vocações

Com relação ao Sínodo da Família, Dom Aviz afirma que não é a doutrina que a Igreja está querendo mudar, mas sim, a questão de aliviar o sofrimento

Da redação, com Rádio Vaticano

Encerrado o Encontro Mundial das Famílias, a atenção no Vaticano se dirige agora ao iminente Sínodo dos Bispos, que será aberto oficialmente pelo Papa Francisco no próximo domingo, 4.

No discurso aos bispos participantes do Encontro, na Filadélfia, o Papa alertou para a cultura consumista, que pode minar não só o tecido social, mas também o eclesial. Com a crise da família, com a sua desestruturação, esta já não constitui o terreno fértil para o surgimento das vocações.

“Deus chama onde Ele quer, do jeito que Ele quer, nas situações mais impensáveis do mundo”, é o que afirma o Prefeito da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica, cardeal João Braz de Aviz.

“Por exemplo, um dos ‘fundadores’ que me contou experiências de vocações que nascem de ex drogados e as vezes de ex criminosos, que souberam dar a volta por cima e manifestaram um caminho muito bonito de consagração. Deus tira de qualquer situação seus seguidores.”

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Dom Aviz fala também sobre o Sínodo dos Bispos, do qual participará, e ressalta a postura do Papa Francisco, que quer se aproximar dos sofrimentos das famílias de hoje.

“O Papa quer entrar na dor da família. Não é questão de doutrina, a doutrina é a mesma. Têm alguns cardeais que estão preocupados, que o Papa está querendo mudar a doutrina, o Papa não vai mudar nunca a doutrina. A doutrina é aquilo que Jesus ensinou e será sempre assim. O que muda é a nossa aproximação, sobretudo da família sofrida hoje.”

Portanto, acrescenta Dom Aviz, não é a doutrina que a Igreja está querendo mudar, mas sim, a questão de aliviar o sofrimento. “A acolhida de todos os tipos de pessoas, os homossexuais, pessoas que tem problemas de casamento de segunda ou terceira união (…) Quer dizer, nós não vamos pra julgar, nós vamos para nos aproximar das pessoas que precisam ser aproximadas e que espera essa aproximação”

Ao concluir, o cardeal afirma que tudo isso muda a face da Igreja e que haverá sim resistência, porque muitos julgam que a Igreja é a acusadora dos problemas.

“Isso muda a face da Igreja. Haverá resistência, sim, porque muitos ainda julgam que a Igreja tem que ser a acusadora dos problemas. A objetividade da doutrina não tira a pessoa de Jesus Cristo do centro, a Igreja não é uma doutrina, ela é sobretudo uma pessoa de Jesus cristo e o seu evangelho.”

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