Em Florença, Papa recita o Angelus e almoça com os pobres

Em sua visita a Florença nesta terça-feira, 10, o Papa Francisco não esqueceu as periferias e os últimos. No Angelus rezado na Basílica da Santíssima Anunciada, Francisco dirigiu a sua saudação aos doentes e depois almoçou com os pobres no refeitório de São Francisco Pobrezinho.

Na Capela da Anunciação, o Papa rezou o Angelus com alguns enfermos e portadores de deficiência, saudando-os depois um a um, antes de seguir a pé até o Refeitório. Aos presentes, o Papa assegurou sua proximidade espiritual e, como de costume, pediu orações. Há 29 anos, São João Paulo II realizou o mesmo gesto, ocasião recordada pelo padre Lamberto Crociani, que é o responsável pela sacristia da Basílica. “A alegria foi grande! Vimos uma profunda continuidade entre dois papas: a continuidade do Espírito da Igreja”.

Já do lado de fora da Basílica, o Papa acolheu os aplausos e os apertos de mão de quem o saudou em seu percurso a pé até o refeitório administrado pela Caritas. No trajeto, Francisco esteve acompanhado pelo arcebispo de Florença, Cardeal Giuseppe Betori. Chegando ao local, o Papa se registrou como todos os outros e se sentou à mesa na companhia de 60 pobres e comeu o que eles comeram, em prato de plástico.

O refeitório de São Francisco Pobrezinho é símbolo da caridade de Florença desde 1949, é um ponto de referência para as pessoas que vão até lá em busca da única refeição que podem ter. Cerca de 50 voluntários se alternam no acolhimento aos hóspedes que, só em 2014, foram 1079 de 59 nacionalidades diferentes para um total de 44 mil refeições distribuídas.

Entre os tantos pobres presentes no almoço, um deles relatou a experiência de estar com o Papa e de ver nele o porta-voz de tantas pessoas nessa situação. “Devemos estar contentes, orgulhosos de termos um Papa como esse, porque está dizendo coisas que realmente sente. Não diz por dizer!”.

“Foi uma grande emoção, porque o Papa foi bravíssimo em deixar todos à vontade. Cumprimentou todos, um por um, falou com todos, abençoou todas as coisas que tinham levado e almoçou junto com eles com simplicidade”, contou o diretor da Caritas de Florença, Alessandro Martini.

Ele disse que o Papa quis saber muitas coisas, sobre a história do refeitório, sobre a Cáritas local, e o cardeal que o acompanhava contou tudo. Francisco deixou a todos um Rosário abençoado, gesto que comoveu muito.

“Houve também muita humildade, porque o Papa que come com pratos e talheres descartáveis o que é colocado no seu prato, sem qualquer escolha, porque de tudo que preparamos não havia sequer o cardápio, havia somente aquilo que tínhamos preparado…É um gesto que seguramente nos convida a fazer o mesmo. Um grande presente a tantos voluntários que entenderam isso e que a cada dia se gastam para viver essa experiência”.

Fonte: noticias.cancaonova.com

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