Europa: Vaticano critica atentados à liberdade religiosa

O Vaticano mostrou, junto da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), na Áustria, a sua preocupação pelos crescentes atentados à liberdade religiosa na região.

“Os cristãos são frequentemente recordados no seu cotidiano ou mesmo nos tribunais que podem acreditar no que quiserem em privado, e praticar a sua religião como quiserem nas suas igrejas, mas não podem atuar de acordo com a sua fé em público”, apontou a Santa Sé junto do organismo.

Nesse sentido, a delegação do Vaticano na capital austríaca exortou os 56 países que integram a OSCE (que engloba também EUA, Canadá e nações da Ásia Central) para “que atuem contra este gênero de crimes e protejam as comunidades cristãs presentes nos seus territórios”.

Esta declaração, sob a defesa do representante permanente do Vaticano na OSCE, monsenhor Janusz Urbáczyk, foi feita durante uma conferência em Viena, Áustria, sobre a intolerância e discriminação contra os cristãos na Europa.

A iniciativa foi acompanhada por responsáveis do Conselho das Conferências Episcopais da Europa que, em comunicado, deram conta das principais ideias que saíram do encontro.

“Embora felizmente o Velho Continente não seja atualmente palco do gênero de atrocidades que são cometidas contra cristãos um pouco por todo o mundo, o território europeu está a ser palco de situações particularmente preocupantes, de intolerância e repressão”, referiu a delegação do Vaticano.

Para os representantes da Santa Sé, “negar a alguém a possibilidade de expressar em público as suas convicções religiosas é intolerante, antidemocrático e antirreligioso”.

Nesse sentido, desafiaram os membros da OSCE a denunciarem todos os incidentes que aconteçam neste campo e a “empenharem-se seriamente em garantir que todos os cidadãos, incluindo os cristãos, possam viver em paz, professar e praticar livremente a sua fé”.

O Conselho das Conferências Episcopais da Europa, que integra também o episcopado português, esteve representado na conferência em Viena através do secretário-geral adjunto da CCEE, padre Michel Remery.

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