Médica indica principais cuidados com a saúde neste verão

O verão começou nesta terça-feira, 22, à 1h48, mas antes disso o brasileiro já vinham sentido as altas temperaturas. Nas últimas semanas, os termômetros registraram cerca de 40ºC em diversas cidades, como no Rio de Janeiro, que no último sábado, 19, atingiu a sensação térmica de 45,6ºC.

Apesar do calor, esta época do ano também é caracterizada pelo período chuvoso, que é mais intenso nas regiões sudeste, centro-oeste e norte do país. De acordo com o meteorologista do CPTEC/INPE, Fábio Rocha, as chuvas geralmente ocorrem nessas regiões durante a primavera e o verão.

“Essas chuvas tem um caráter bem local e pontual, associadas a um forte calor e umidade, e vêm muitas vezes acompanhadas de descargas elétricas, rajadas de ventos e, por vezes, podem causar algum transtorno, mas de forma bem localizada.”

No entanto, para essas mudanças climáticas existe uma explicação: o fenômeno El Niño, que colabora para que o calor aumente ainda mais.

Cuidados com a pele

Diante desta realidade, a dermatologista Thaís Notarangelli afirma que diversos cuidados devem ser tomados para não prejudicar a pele.

“Ingerir líquidos e hidratar a pele é essencial. Além disso, não podemos deixar de falar do uso do protetor solar, que precisa ser passado e reaplicado a cada duas ou três horas (…) A sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) preconiza pelo menos o fator 30 ou mais no verão, e evitar a exposição ao sol nos períodos de pico, das 10h às 16h, porque essa é a maior incidência de radiação ultra violeta.”

Além dos cuidados citados acima, Thaís observa que é muito importante usar roupas leves e acessórios que previnem que os raios solares toquem diretamente na pele. “Muito importante usar também bonés, camiseta de manga longa, óculos e guarda chuva”.

Insolação e desidratação

Se expor ao sol sem nenhum cuidado com a pele pode trazer graves prejuízos, como a insolação, mais comum em idosos e crianças, pois esses têm mais dificuldade em lidar com as mudanças de temperatura e acabam sendo alvos de desidratações e até mesmo convulsões.

Para detectar a insolação ou desidratação, a médica orienta observar se há febre ou algum outro sintoma, como pele muito avermelhada, dores de cabeça ou aumento dos batimentos cardíacos. Caso haja alguns desses sinais, o mais recomendado é ingerir muito líquido e procurar hospitalização.

“Além disso, e se for só na pele, usar um bom hidratante e evitar a próxima exposição solar é primordial, porque a pele já estará judiada”, diz.

Previsão para janeiro e fevereiro

Para o final de dezembro, janeiro e fevereiro, o meteorologista afirma que, no sul, a expectativa é de que 50% das chuvas fiquem acima do valor da climatologia, mas já no sudeste, não há tendência definida.

“Há expectativa de 50% das chuvas ficarem acima do valor da climatologia em praticamente toda região sul do Brasil. No sudeste, não há uma tendência definida. Tem iguais chances das chuvas ficarem dentro dos valores da climatologia ou acima ou abaixo.”

Com relação à temperatura, o calor permanecerá intenso em todo o país. Fábio diz que a tendência é que os valores típicos para essa época do ano sejam acima do normal. “Apenas no sul que estamos esperando os valores típicos comuns da climatologia”, conclui.

Fonte: noticias.cancaonova.com

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