Papa: Igreja não é estática, caminha para o Reino dos Céus

Na catequese de hoje, Francisco se concentrou no Reino dos Céus, que levará cada coisa à sua plenitude

Uma nova criação, que encontrará no Reino dos Céus a sua plenitude. Esse é o rumo para o qual a Igreja caminha. Essa foi a reflexão central do Papa Francisco, na catequese desta quarta-feira, 26, com os fiéis reunidos na Praça de São Pedro. O Pontífice mencionou a beleza da vida eterna, à qual todos são chamados.

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O Concílio Vaticano II mostrou que a Igreja não é estática, mas está continuamente em caminho, rumo à meta última que é o Reino dos Céus. Francisco disse que o homem pode apenas intuir o esplendor desse mistério, e isso levanta uma série de questões, sobre quando e como vai acontecer essa passagem final e o que será da humanidade e de toda a criação.

Esses questionamentos humanos não são novos, lembrou o Papa, pois os discípulos já perguntavam isso a Jesus. A constituição conciliar gaudium et spes explica que não se sabe realmente o modo como o universo será transformado. Sabe-se, porém, que, pela revelação, Deus prepara uma terra nova em que habita a justiça e cuja felicidade saciará todos os desejos de paz que saem do coração do homem. “Eis a meta a que tende a Igreja, é como diz a Bíblia, a Jerusalém nova, o paraíso”.

Segundo o Papa, pensar no céu é uma atitude que fortifica a alma. Ele lembrou que aqueles que já vivem junto de Deus podem apoiar o homem que está aqui na terra e interceder por ele, rezar por ele. Por outro lado, cada pessoa é convidada a oferecer boas obras para aliviar a tribulação das almas que ainda estão à espera da beatitude sem fim. “Sim, porque, na perspectiva cristã, a distinção não é entre quem já está morto e quem ainda não está, mas entre quem está em Cristo e quem não o está! Este é o elemento determinante, realmente decisivo para a nossa salvação e para a nossa felicidade. ”.

Francisco explicou ainda que vários textos bíblicos usam a imagem de céu novo e terra nova, no sentido de que o universo será renovado. Trata-se de uma nova criação, que levará cada coisa à sua plenitude e esse é o desígnio de Deus.

“Quando pensamos nessa realidade que nos espera, nos damos conta do quanto pertencer à Igreja é um dom maravilhoso. Peçamos à Virgem Maria para vigiar o nosso caminho e nos ajudar a ser, como ela, sinal alegre de confiança e esperança em meio aos nossos irmãos”, concluiu.

cancaonova.com-Jéssica Marçal

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